segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Leigos são aqueles que pensam que a felicidade se resume apenas nos momentos de barulho, que se pula, que faz algo excepcional, como ir a um show de sua banda favorita, ou comprar aquela coisa que você tanto queria. A felicidade, é muito além disso, é você poder sentir a brisa bater seu rosto, é poder sentir o sol aquecer sua pele, é abraçar seu amigo, é ter um bom convívio com sua familia, é ter Deus dentro de você. Enfim, a felicidade está nas pequenas coisas, que podem se transformar grandiosas dentro de você.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha quarenta anos até ficar novo pra poder aproveitar a aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas[os], vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho no colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando e tudo termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Todo fim de relacionamento dói. Minto, dói demais, dói cada pedacinho da alma e embora saibamos que não é uma dor física e está longe de ser uma doença, sentimos exatamente o contrário . O sofrimento é capaz de adoecer o corpo, causar calafrios, insônia e dores de cabeça. É tanta tristeza que não cabe no quarto ou nos cantos da casa. Dependendo do tempo da relação ou das promessas ditas e ouvidas, as coisas pioram uns noventa por cento, chutando alto. E por que não sentir? Por que não chorar? Cada lágrima que vai embora leva um pouquinho desta dor, cada vez que tocamos no assunto tentando entender as razões para o fim, a alma se sente mais leve e pouco a pouco as coisas voltam ao lugar. Uns demoram mais, outros demoram menos para esquecer, ainda sim esquecem, todos nós esquecemos. Pode parecer que não, mas quando nos damos conta, nem lembramos mais do que aconteceu ou porque tudo chegou ao fim, só restam as lembranças boas. Existem aquelas pessoas que não se conformam com a separação e passam dias tentando reatar a relação. Ok, eu acho válido tentar quando acreditamos que existe a possibilidade, por mais remota que seja. Ou para deitarmos a cabeça no travesseiro tendo a sensação confortável de ter ao menos tentado. Mas para tudo existe um limite, e acho que este limite tem a ver com a palavrinha “amor-próprio”, porque sinceramente, nenhuma relação seja lá de quantos anos, vale isso. Um dia passa e a gente se arrepende por cada coisa estúpida que fizemos, afinal, amor não se pede, tão pouco se cobra. Não sou capaz de lembrar quantas vezes eu disse que não amaria mais. Nem sei mesmo se amei todas as vezes que disse que amei. Sei que sofri terrivelmente em cada término, como se aqueles fossem os últimos momentos da minha vida. Eu esbravejei e me senti o ser humano mais azarado que já viveu neste planeta, chorei horas trancada no quarto enquanto me perguntava: “Porque ela? Porque não eu? Porque não eu? Porque não eu? Porque nunca eu?”. Mas é uma delicia saber que passa, sempre passa. Não passou ainda, mas vai passar. Por isso eu amo, e me perco, e me acho, e ressucito mil vezes com a alegria de quem viveu apenas uma vez. Mário Quintana escreveu: “É tão bom morrer de amor e continuar vivendo”, eu concordo.
domingo, 10 de outubro de 2010
Pensei em você. Em como me fitava os olhos, em como sussurrava em meus ouvidos aquelas palavras de amor. Pensei em como eu sentia o seu abraço, aquele em que eu era capaz de ouvir as batidas de seu coração, fazendo com que o mundo a nossa volta se silenciasse. Pensei em seu cheiro, aquele que me perturbava todas as noites, trazendo o passado para o presente. Pensei tanto que por um segundo até pensei que estivesse aqui, ao meu lado, fitando meus olhos, sussurrando em meus ouvidos, permitindo-me que escutasse, até mesmo, as mais fracas batidas de seu coração e, então eu senti seu cheiro, estava mais forte do que nunca. Foi neste instante que a realidade bateu em minha porta. Sacudi bem forte a cabeça como se fazendo isso iria te apagar de mim, confesso que até apaguei. Mas momentaneamente.
Eu, chorando. Com essa cara toda amassada, com esse olho em carne viva, retalhada. E esse nariz que não pára de escorrer. Eu, chorando. Tão previsível quanto areia no deserto, mais patético sem ninguém por perto, tão imenso que não dá mais pra conter. Então sai, deixa correr toda a água contida. Então sai, deixa correr. Toda mágoa velada é água parada, e uma hora transborda. Você pode não entender se às vezes fico pelos cantos, um tanto quieta, recolhida, mergulhada no meu pranto. É que ele me liberta na hora, no momento em que eu boto pra fora. O que já não me serve vai embora, e assim, eu fico leve.
sábado, 9 de outubro de 2010
Carregue ela e finja que você vai jogá-la na piscina... Ela vai gritar e te bater, mas secretamente ela vai amar. Segure sua mão enquanto você conversa. Segure sua mão enquanto você dirige. Apenas segure sua mão. Diga que ela está linda. Olhe em seus olhos enquanto você fala com ela. A proteja. Conte piadas idiotas para ela. Faça cócegas nela, mesmo que ela te mande parar. Quando ela começar a te xingar diga que a ama. Deixe-a adormecer em seus braços. Deixe-a brava, em seguida, beije-a. Provoque ela. Deixe ela te provocar de volta. Beije-a na bochecha. Beije-a na testa. Apenas beije-a. Deixe-a vestir suas roupas. Vá devagar. Não force nada, e quando você se apaixonar por ela, diga.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Estou aflorando meus sentimentos, meus medos, minhas agonias, minhas dúvidas. Antigamente, eu guardava dentro de mim, tudo aquilo que me destruia, que me atingia, que me apaixonava, mas ultimamente, eu tenho estado transparente, além de minha sinceridade com aqueles que sempre estiveram em minha vida, hoje eu necessito e vivo procurando ser sincera comigo mesmo, hoje eu preciso admitir que meu coração não é tão frio como parece, hoje um eu te amo é uma forma de me sentir livre do peso que trago de conter sentimentos. Eu preciso falar, pensar ,viver o que sinto, e pouco me importa o que os outros dirão, meu ego precisa transparecer e amar, eu preciso mostrar que não sou tão racional, eu preciso e necessito ser quem eu sou, com meus sentimentos e meus medos, do quais minha razão não pode julgar.
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